Proposta Pedagógica


Proposta Pedagógica 2012

 I – IDENTIFICAÇÃO

1 – Identificação da Entidade

 

1.1 – Nome da Escola: Escola Municipal “Professora Maria de Lourdes Teixeira”.

1.2 – Endereço completo: Rua Venezuela, 800 – Bairro: Dona Rosa –

CEP 35500-545 – Divinópolis – MG.

1.3 – Curso Oferecido

Educação Infantil/ Pré-escola – 5 anos

Ensino Fundamental do 1° ao 5° ano

Anos Iniciais – Ciclo de Alfabetização (duração de três anos de escolaridade)

1° ano: 6/7 anos

2° ano: 7/8 anos

3° ano: 8/9 anos

Ciclo Complementar de Alfabetização (duração de dois anos de escolaridade)

4° ano: 9/10 anos

5° ano: 10/11 anos

1.4 – Horário de Funcionamento

a)      Turno matutino: Entrada às 07h e saída às 11h e 30 min.

b)      Turno vespertino: Entrada às 12h e 30 min. e  saída às 17h.

Obs.: A escola orienta os pais para que não atrasem no início e no final das aulas, pois, os atrasos causam insegurança aos alunos.

1.5 – Quadro Funcional

A Escola Municipal “Professora Maria de Lourdes Teixeira” conta com o seguinte quadro de funcionários:

1.6 – Número de Alunos

 

A escola conta com um total de 250 alunos, assim distribuídos:

2 –Fundamentação Legal

Lei nº 9394/96 de 20/12/1996

Fixa as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN)

Parecer CEE nº 1132/97 de 12/11/1997

Dispõe sobre a fundamentação e as linhas gerais para a Educação Básica do Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais.

Parecer nº 1158/98 de 11/12/1998

Dispõe sobre orientações ao Sistema Estadual de Ensino para operacionalização do disposto no Parecer CEE nº 1132/97.

Decreto Municipal nº 4.488 de 10/04/02.

Dispõe sobre a nova redação do decreto nº 2917/98, que estabelece normas sobre a organização do Ensino Fundamental em ciclos de Formação e Regime de Progressão Continuada na Rede Municipal de Ensino de Divinópolis.

Decreto Municipal nº 6.870/05 de 14/12/05

Dispõe sobre a nova organização do Ensino Fundamental em Ciclos de Formação de nove anos e Regime de progressão Continuada, na Rede Municipal de Divinópolis, a vigorar a partir de 2006.

Decreto Municipal nº 8268 de 29/05/2008, retroagindo a 31/01/2008.

Dispõe sobre a organização e o funcionamento do ensino fundamental nas escolas da Rede Municipal de Ensino.

Parecer n° 823/2004

Examina pedido de autorização de funcionamento da Escola Municipal “Professora Maria de Lourdes Teixeira”.

Minas Gerais de 12/11/04 Pág. 20 Coluna 04.

Portaria n°11/2004 MG 07/05/2004 Pág. 28 Coluna 01.

Nos termos da Resolução SEE n° 170/2002 de 29 de janeiro de 2002, Portaria SEE nº 1406, de 24 de abril de 2002, Art 18, da Resolução CEE n° 443/2001 de 29 de maio de 2001, fica autorizado o funcionamento da Escola Municipal “Professora Maria de Lourdes Teixeira”, de Educação Infantil (Pré-Escola), situada a Rua Padre Eustáquio, n° 1101, Bairro Dona Rosa , no município de Divinópolis. SRE – Divinópolis.

Portaria nº 69/2005 – Autorização de funcionamento do Ensino Fundamental, 1º, 2º, 3º ciclos da Escola M. Profª Maria de Lourdes Teixeira .

3 – Introdução

A Proposta Pedagógica da Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Teixeira foi elaborada de forma conjunta com os diversos seguimentos e tem como objetivo respeitar os direitos de todos os educandos e atendê-los da melhor forma possível, envolvendo todos os funcionários e familiares no processo educativo das crianças de 5 a 11 anos matriculados na instituição.

Os fundamentos político-filosóficos, constitucionais e sociais que definem a Proposta Pedagógica da Escola “Professora Maria de Lourdes Teixeira”, encontram-se traduzidos e sintetizados nos seguintes pilares:

  • Esforço coletivo na construção de ensino de qualidade, critico, científico e transformador que vise à formação de cidadãos integrados e conscientes de seu tempo, de sua herança histórico-cultural e de sua responsabilidade social;
  • Ênfase em valores imprescindíveis ao exercício da cidadania, tais como: liberdade, competência, responsabilidade, solidariedade e disciplina;
  • Visão do trabalho como elemento que contribui para o crescimento emocional e intelectual do individuo e para a melhoria da qualidade de vida na sociedade;
  • Compreensão de que o processo de escolarização deve promover o desenvolvimento integral do educando, contemplando conceitos, habilidades, atitudes e emoções;
  • Metodologias de Ensino que valorizem a participação do aluno no processo de ensino/aprendizagem, que favoreçam a formação de cidadãos flexíveis, aptos a conviver com mudanças.

 

4 – Justificativa

A Escola Municipal “Professora Maria de Lourdes Teixeira” foi criada para atender a demanda de alunos de Educação Infantil e dos anos iniciais do 1º ao 5º ano do bairro Dona Rosa no Município de Divinópolis.

O papel da Escola neste bairro é promover uma Educação inclusiva de qualidade.  As crianças do bairro sabem e fazem muita coisa que garantem a sua sobrevivência, mas, por si só, não têm condições de aprender o que necessitam para participar da sociedade letrada. É tarefa primordial da escola, introduzir a criança no domínio do código culto, mas valorizando a vivência e a bagagem de cada uma delas. Assim esta escola deve servir de ponte entre os conhecimentos práticos já adquiridos pelo aluno e o conhecimento formal exigido pela sociedade.
Partindo da realidade concreta dos alunos, os educadores motivam todos a falar e a participar, a contar suas experiências pessoais e comunicar seu pensamento. É essencial que todos se sintam prestigiados.

Desta forma a escola estará cumprindo seu papel socializador permitindo ao educando um aprendizado diversificado, favorecendo sua formação e interação com o meio social.

II – FINALIDADES DA ESCOLA

1 – Visão 

            Preparar os alunos para serem bem sucedidos, capazes de viver e conviver bem, participando, opinando, ousando e transformando os saberes; aprendendo a importância e o reconhecimento dos valores éticos, morais, sociais, adquirindo o conhecimento básico necessário à sua formação cidadã, tendo em vista suas potencialidades.

 

2 – Missão

 

Promover uma educação inclusiva de qualidade oportunizando e viabilizando ao educando, atividades que visem o desenvolvimento afetivo, social e cognitivo, formando assim alunos questionadores, capazes de se posicionar e promover a paz social.

3– Objetivos:

 

3.1 – Geral:

 

  • Promover uma educação de qualidade que possa garantir a todos os alunos a construção e apropriação de conhecimento e a formação de sujeitos críticos, participativos e agentes de mudanças.

3.2    - Específicos:

  • Respeitar cada aluno em seu ritmo de aprendizagem, dando oportunidade para que ele possa manifestar seus desejos e suas expectativas em relação à escola, buscando satisfazer essas expectativas.
    • Promover o desenvolvimento pleno do educando, através de atividades  que tenham como ponto de partida a realidade do mesmo.
    • Desenvolver junto com a equipe pedagógica, projetos culturais, ambientais, que levem a um ensino de qualidade e que tenham como ponto de partida a realidade do educando;
    • Conscientizar a comunidade escolar do valor do espaço físico da escola, promovendo o desejo de preservação desse ambiente;
    • Incentivar  a participação das famílias no processo de aprendizagem, convidando os pais para estarem próximos de seus filhos nas tarefas de casa e em outras atividades e eventos escolares, o que gera a elevação da  auto-estima do educando;
    • Favorecer a aprendizagem utilizando estratégias lúdicas e científico/tecnológicas.
    • Desenvolver o trabalho pedagógico voltado para ensino de qualidade dando ênfase à alfabetização e aos letramentos.

III – ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

1 -  Operacionalidade

1.1 – Colegiado Escolar

 

O Colegiado Escolar existe como forma de organizar a participação da comunidade escolar junto a direção da escola.

O Colegiado Escolar é presidido pelo diretor da escola e composto por representantes das seguintes categorias:

I – Profissionais em exercício na escola, constituída dos segmentos:

a) Professor de Educação Básica regente de turmas e de aulas (três membros).

b) Professor de Educação Básica exercendo outras funções, Especialista em Educação Básica e demais servidores (dois membros).

II – Comunidade atendida pela escola, constituída dos segmentos:

c) Aluno regularmente matriculado e frequente do Ensino Fundamental com idade igual ou superior a 16 anos (sem representação).

d) Pais ou responsável por aluno menor de 16 anos regularmente matriculado e frequente no Ensino Fundamental (cinco membros).

Cada categoria é representada no Colegiado Escolar por 50% ( cinqüenta por cento) de seus membros. Os membros do colegiado, titulares e suplentes, são escolhidos pela comunidade escolar, para exercerem mandato de 2 (dois) anos, mediante processo de eleição.

O Colegiado Escolar da Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Teixeira é composto por 21 membros, entre titulares e suplentes.

1.2 – Caixa Escolar

O Caixa Escolar tem função de caráter deliberativo e consultivo nos assuntos referentes à gestão financeira desta Escola, respeitadas as suas normas legais.

As normas específicas para o funcionamento do Caixa Escolar são definidas em estatuto próprio.

O Caixa Escolar e Conselho Fiscal administram os recursos recebidos através do convênio com a Prefeitura Municipal de Divinópolis e também do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), além de recursos provenientes da comunidade, de entidades públicas ou privadas e da promoção de campanhas e eventos feitos pela própria escola.

O Caixa Escolar  foi criado em 24/06/2005

Membros:       1 Presidente

1 Tesoureiro e 1 suplente

1 Secretário e 1 suplente

Conselho Fiscal: 3 titulares e 3 suplentes

1.3 – Comissão de Acompanhamento do Calendário Escolar

 

A Comissão do Calendário Escolar tem como funções elaborar, analisar e aprovar possíveis alterações no Calendário Escolar aprovado pela Secretaria Municipal de Educação – SEMED – e também pela Superintendência Regional de Ensino – SER.

Se houver alguma mudança, a escola mandará ofício comunicando esta alteração e um novo calendário, isto de acordo com a comissão de calendário da escola.

Membros:       Diretora

1 Professor

1 especialista

2 pais ou responsáveis

 1.4 – Conselho de Classe

 

 O Conselho de Classe é um órgão colegiado que reúne, periodicamente, os vários professores, juntamente com a equipe pedagógica, para refletirem sobre o trabalho educativo desenvolvido com os alunos.

O Conselho de Classe objetiva discutir e analisar o processo de ensino e aprendizagem, com o objetivo de  detectar os alunos com necessidade de acompanhamento e, com vistas a um processo de ensino efetivo, definir, coletivamente, as formas para atendimento a essas necessidades.

O Conselho de Classe constitui-se em elemento dinamizador da Proposta Pedagógica e em espaço privilegiado de produção de conhecimento pela Escola e sobre ela mesma, pela sua característica de espaço interdisciplinar de debate permanente, de geração de idéias e de tomadas de decisão a partir de pontos de vista diferentes.

As reuniões do Conselho de Classe servem de fórum de discussão para o alcance dos seguintes objetivos:

a) caracterizar os alunos ou as turmas de alunos enquanto participantes de grupos socioculturais que possuem valores, ideais, formas de se comportar e viver próprias;

b) situar as necessidades pedagógicas dos alunos a partir dessas vivências, para selecionar os objetivos de ensino;

c) avaliar os alunos, a partir de atividades propostas e relativizar o desempenho dos mesmos em função das dificuldades e necessidades evidenciadas;

d) promover o diálogo entre os professores, através da discussão de experiências vivenciadas e o estabelecimento de possibilidades e alternativas futuras;

e) favorecer ações intervenientes mais adequadas.

É papel do Diretor Escolar e especialistas estarem presentes às reuniões do Conselho de Classe e possibilitar que as mesmas aconteçam sem limitações para os professores e demais participantes.

O conselho de classe é realizado em reuniões que acontecem no decorrer do ano, onde é discutida a situação de cada aluno.

2 – Organização Pedagógica

A escola atende alunos do Ensino Fundamental do Ciclo de Alfabetização (1º, 2º e 3º anos), do Ciclo Complementar (4º e 5º anos) e da Educação Infantil – Pré-escola (2º período) sendo:

  • Educação Infantil e Ciclo de Alfabetização – regime      de monodocência.
  • Ciclo Complementar – poderá funcionar sob regime de      polidocência, dependendo do número e da organização das turmas.

Toda organização pedagógica da escola será pensada levando-se em consideração que o aluno é o centro de todo processo educativo e que todas as ações devem estar voltadas para seu pleno desenvolvimento e bem estar. Ao professor cabe mediar todas as ações do processo educativo.

2.1 – Organização do espaço físico e instrumental

2.1.1 – Relação quantificada e qualificada das instalações e equipamentos a serem utilizados pela instituição

A escola conta com:

  • 5      salas de aula
  • 1      sala de informática
  • 1      sala disponível para sala recurso
  • Sala alternativa para apoio pedagógico: separamos um pequeno espaço através de divisórias no pátio
  • 1      secretaria com banheiro
  • 1      diretoria com banheiro
  • 1      cozinha
  • 1      Banheiro feminino e  1  banheiro masculino para os alunos
  • Pátio onde os alunos fazem recreação e educação física

Os equipamentos que a escola possui são:

  • 2      computadores em uso na secretaria/direção e 18 na sala de informática
  • 1      notebook
  • 1      caixa de som
  • 2      microfones sem fio
  • 1      data      show
  • 1      câmera digital
  • 1      filmadora
  • 5      DVDs e 1 vídeo cassete
  • 6      TVs
  • 2      máquinas de xérox
  • 1      impressora matricial
  • 3      impressoras a tonner
  • 2      mimiógrafos
  • Utensílios da cozinha em geral (freezer, fogão, panelas, colheres, etc)

 

2.1.2 – Playground           

A escola não possui playground. As atividades recreativas são realizadas no pátio localizado entre as salas de aula.

 2.1.3 – Laboratórios

            A escola conta com um laboratório de informática com 18 computadores que foi instalado em 2011. As aulas de informática são ministradas pelo próprio professor regente.

2.1.4 – Biblioteca

A escola não possui espaço reservado para biblioteca, os livros que são utilizados pelos alunos e professores ficam armazenados em prateleiras em uma das salas de aula e na diretoria.

Através do projeto do município “Minha Cidade Lê”, a escola vem recebendo livros de literatura. Estes livros ficam na escola durante o ano e ao final do ano são entregues aos alunos.

2.1.5 – Sala de Recursos

A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva resgata o sentido da Educação Especial expresso na Constituição Federal de 1988, que interpreta esta modalidade não substutiva da escolarização comum e define a oferta do atendimento educacional especializado – AEE em todas as etapas,níveis e modalidades de ensino.

Considera-se Atendimento Educacional Especializado o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos das classes comuns da rede regular de ensino.

O Atendimento Educacional Especializado – AEE será ofertado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, através da sala de recursos multifuncionais.

A sala de recursos multifuncionais é um ambiente dotado de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para a oferta do AEE em turno inverso ao da escolarização do aluno.

São objetivos do atendimento educacional especializado:

I – prover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular aos alunos referidos anteriormente;

II – garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular;

III – fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem; e

IV – assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis de ensino.

Conforme o Decreto nº 6.571, havendo vaga, os alunos com dificuldade de aprendizagem terão direito ao AEE.

(Decreto nº 6.571, de 17/09/08 )

 

Atribuições do Professor do Atendimento Educacional Especializado

 

  1. Elaborar, executar e avaliar o Plano de AEE do      aluno, contemplando: a identificação das habilidades e necessidades      educacionais específicas dos alunos; a definição e a organização das      estratégias, serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade; o tipo      de atendimento conforme as necessidades educacionais específicas dos      alunos; e o cronograma do atendimento e a carga horária, individual ou em      pequenos grupos.
  1. Implementar, acompanhar e avaliar a funcionalidade      e aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade no AEE, na      sala de aula comum e demais ambientes da escola.
  1. Produzir materiais didáticos e pedagógicos      acessíveis, considerando as necessidades educacionais específicas dos      alunos e os desafios que este vivencia no ensino comum, a partir dos      objetivos e atividades propostas no currículo.
  1. Estabelecer articulação com os professores da sala      de aula comum, visando a disponibilização dos serviços e recursos  e o desenvolvimento de atividades para a      participação e aprendizagem dos alunos nas atividades escolares.
  1. Orientar os professores e as famílias sobre os      recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno de forma a      ampliar suas habilidades, promovendo sua autonomia e participação.
  1. Desenvolver atividades do AEE, de acordo com as      necessidades educacionais específicas dos alunos, tais como: ensino da Língua      Brasileira de Sinais – Libras; ensino da Língua Portuguesa como segunda      língua para alunos com deficiência auditiva ou surdez; ensino da      Informática acessível; ensino do sistema Braile; ensino do uso do soroban;      ensino das técnicas para a orientação e mobilidade; ensino da Comunicação      Aumentativa e Alternativa – CAA; ensino do uso dos recursos de Tecnologia      Assistiva – TA; atividades de vida autônoma e social; atividades de      enriquecimento curricular para as altas habilidades / superdotação; e      atividades para o desenvolvimento das funções mentais superiores.

2.1.6 – PROINFO

 

O Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo) é um programa educacional criado pelo Ministério da Educação, para promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio.

O ProInfo é desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (SEED), por meio do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica (DITEC), em parceria com as Secretarias de Educação Estaduais e Municipais.

O programa funciona de forma descentralizada, sendo que em cada Unidade da Federação existe uma Coordenação Estadual do ProInfo, cuja atribuição principal é a de introduzir o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas da rede pública, além de articular as atividades desenvolvidas sob sua jurisdição, em especial as ações dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs).

Na rede municipal de ensino de Divinópolis, em julho de 2000 foi implantado o  NIAED – Núcleo de Informática Aplicada à Educação,  com objetivos semelhantes aos dos NTEs. Ele iniciou suas atividades com a inserção do computador no processo de ensino-aprendizagem dos conteúdos curriculares de todos os níveis e modalidade da educação.

O objetivo do NIAED é oferecer subsidio teórico metodológicos práticos para que os professores possam:

Compreender o potencial pedagógico de recursos das tecnologias de informação e comunicação (TICs)  no ensino e na aprendizagem nas escolas;

Planejar estratégias de ensino e de aprendizagem, integrando recursos tecnológicos disponíveis e criando situações de aprendizagem que levem os alunos a construção de conhecimento, ao trabalho colaborativo, a criatividade e ao efetivo desenvolvimento das competências, habilidades e conhecimentos esperados em cada nível/ano (PCN);

Utilizar as TICs na prática pedagógica, promovendo situações de ensino que focalizem a aprendizagem dos alunos.

2.2 – Organização do Tempo e Espaço Escolar

A organização do tempo escolar dessa escola está pautada em Ciclos de Formação Humana,  acreditando que essa organização deve  assegurar aos alunos a progressão continuada, considerando o seu desenvolvimento integral e a aprendizagem.

Diante disso todo processo educativo será organizado levando-se em consideração as etapas de desenvolvimento humano.

A organização dos alunos da educação infantil deverá levar em consideração uma rotina de trabalho do professor que contemple as práticas de educar e cuidar.

O espaço físico será organizado levando-se em consideração a idade das crianças e a construção de um ambiente rico e estimulador.

Os alunos do ensino fundamental serão organizados por ciclos de formação humana, e agrupados com seus pares de idade conforme legislação vigente.

Porém o tempo do aluno é visto de forma flexível, visto que, em função da diversidade, a construção do conhecimento ocorre em tempo, espaço e formas diferentes.

Ao professor do Ensino Fundamental é garantido um tempo para planejamento coletivo semanal que acontece durante os horários das aulas especializadas de Ensino religioso e Educação Física.

Também existem no Calendário Escolar, os dias destinados ao estudo e planejamento coletivo.

Portanto toda organização do tempo e espaço da escola deverá contemplar a diversidade e necessidade dos alunos e também dos professores.

2.3 – Organização dos Alunos

O critério estabelecido pela escola para enturmação dos alunos é o fator idade, ou seja, crianças nascidas no mesmo ano são enturmadas com seus pares de idade, podendo, em caso específico observar o nível de desenvolvimento do aluno.

A enturmação estabelecida pretende dar aos alunos a oportunidade de estar em contato com crianças na mesma idade, mas, heterogêneas em questões de vivência, de níveis de conhecimento e condições sociais.

 2.4 – Plano Curricular (em anexo)

Atendendo a legislação vigente, em especial a Lei 9394/96 e os pareceres 1132/97 e 1158/98 que regulamentam essa lei, a Escola Municipal “Professora Maria de Lourdes Teixeira” possui os conteúdos da Base Nacional Comum e a Parte Diversificada que contém: psicomotricidade e literatura, além dos projetos trabalhados transdisciplinares e paralelos ao processo ensino/aprendizagem.

Assim sendo, a Carga horária total anual é de 833 horas e 20 minutos, o dia letivo é de 4 horas e 30 minutos, sendo 20 minutos de recreio e perfazendo um total de 200 dias letivos distribuídos em 40 semanas.

Já os conteúdos curriculares da Educação Infantil se organizam em dois âmbitos de experiências:

  • Formação pessoal e social;
  • Conhecimento de mundo, com os seguintes eixos de trabalho: Identidade, autonomia, movimento, artes visuais, música, linguagem oral e escrita, natureza e sociedade, e matemática.

2.5 – Procedimentos e Recursos Didáticos

 

A prática pedagógica da escola é desenvolvida através de uma diversidade de recursos e estratégias que permitem despertar o interesse e aguçar a curiosidade dos alunos, bem como instrumentalizar os professores no planejamento de aulas mais prazerosas e interessantes.

A escola possui livros e revistas de apoio para os professores e também DVDs informativos. Também dispõe de diversos jogos pedagógicos de alfabetização e matemática, além de vários livros de literatura infantil e infanto-juvenil que são utilizados no decorrer do ano pelos professores e alunos nas atividades desenvolvidas dentro do projeto de leitura.

São utilizados também computadores com internet, máquina fotográfica digital, filmadora, som com microfone e data show para registrar as atividades pedagógicas e os eventos promovidos pela escola.

A escola procura investir em recursos didáticos diversos para que os professores possam se valer de vasto acervo midiático, tecnológico e outros para promover a aprendizagem dos alunos.

2.6 – Linha Metodológica da Ação Pedagógica

 

Visando o desenvolvimento integral da criança em sua diversidade, a escola busca atender o aluno na dimensão afetiva, cognitiva, social e psicológica.

Para isto organiza projetos, sequências didáticas, atividades permanentes e de sistematização, buscando um espaço no qual o prazer, a alegria e a construção do conhecimento sejam pelares para a aprendizagem significativa.

Ao utilizar a pedagogia de projetos o professor valoriza a participação do aluno no processo ensino-aprendizagem, favorecendo a construção do conhecimento quando prioriza as vivências corporais, o lúdico, os jogos e o material concreto/manipulativo.

Além dos projetos da escola, o professor, partindo da realidade da turma, desenvolverá no decorrer do ano projetos interdisciplinares com temas de interesse dos alunos, assim como outros temas de garantidos em lei como: educação ambiental, história e cultura afro-brasileira, álcool e drogas, que permearão todo o processo educativo.

Para a efetivação do trabalho utiliza-se também ao longo do ano: palestras, jogos interativos, teatros, exposições, excursões e outros, contando inclusive com a participação da família.

 

2.7 – Capacidades referentes a cada ano de escolaridade da Educação Infantil e Ensino Fundamental

2.7.1 – EDUCAÇÃO INFANTIL – 5/ 6 ANOS

Acreditamos que o brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento das crianças pequenas.

No processo de descoberta de si e do outro, enfatizamos a interação, a motivação e a afetividade.
Neste período escolar da criança acreditamos que sua aprendizagem se realizará através das linguagens, principalmente através da linguagem corporal, a qual é prioritária nesta fase de construção do conhecimento, iniciando assim o processo de alfabetização. As atividades que serão desenvolvidas devem ter como eixos norteadores a interação e a brincadeira, garantindo experiências que:

  • Promovam o conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança.
  • Favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical.
  • Possibilitem às crianças experiências de narrativas, de apreciação e interação com a linguagem oral e escrita, e convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos.
  • Recriem, em contextos significativos para as crianças, relações quantitativas, medidas, formas e orientações espaço temporais.
  • Ampliem a confiança e a participação das crianças nas atividades individuais e coletivas.
  • Possibilitem vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais que alarguem seus padrões de referência e de identidades no diálogo e no reconhecimento da diversidade.
  • Incentivem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza.
  • Promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura.
  • Promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais.
  • Propiciem a interação e o conhecimento pelas crianças das manifestações e tradições culturais brasileiras.
  • Possibilitem a utilização de gravadores, projetores, computadores, máquinas fotográficas, e outros recursos tecnológicos e midiáticos.

Na educação infantil, os conteúdos devem ser organizados e definidos em função das diferentes realidades e necessidades, de forma que possam ser de fato significativos para as crianças.  Sendo assim são trabalhados prioritariamente em forma de projetos que integrem diversas dimensões do mundo social e natural, em função da diversidade de escolhas que este eixo de trabalho possibilita.

Para a efetivação deste trabalho são utilizadas as seguintes estratégias::

  • formulação de perguntas;
  • participação ativa na resolução dos problemas;
  • estabelecimento de algumas relações simples na comparação  de dados;
  • confronto entre suas idéias e as de outras crianças;
  • formulação coletiva e individual de conclusões e explicações sobre o tema em questão;
  • utilização com a ajuda do professor de diferentes fontes para buscar informações, como; objetos, fotografias; registros; livros; desenhos, maquetes e outros;
  • registro das informações, utilizando diferentes formas; desenhos, textos orais e escritos, tendo o professor como escriba.

Toda prática pedagógica do professor deve estar associada a vivências corporais significativas para as crianças, entendendo o cuidado como algo indissociável ao processo educativo.

 

2.7.2 – ENSINO FUNDAMENTAL

 

             O Ciclo da Alfabetização compreende o 1º, 2º e 3º ano e o Ciclo Complementar compreende o 4º e o 5º ano, que dão continuidade ao processo iniciado na Educação Infantil. O Ensino Fundamental deve garantir as oportunidades educativas requeridas para o atendimento das necessidades básicas de aprendizagem dos educandos, focalizando em especial:

I -  o domínio dos instrumentos essenciais a aprendizagem para toda a vida – a leitura, a escrita, a expressão oral, o cálculo, a capacidade de solucionar problemas e elaborar projetos de intervenção na realidade;

II –  o domínio dos conteúdos básicos de aprendizagem – conhecimentos conceituais dos vários campos do saber, capacidades cognitivas e sociais amplas e procedimentos gerais e específicos dos diversos campos do conhecimento bem como valores e atitudes fundamentais a vida pessoal e a convivência social.

O ciclo de alfabetização (com duração de três anos de escolaridade) terá suas atividades pedagógicas organizadas de modo a assegurar que, ao final de cada ano, todos os alunos sejam capazes de:

1° ano

Língua Portuguesa:

  • Desenvolver atitudes e disposições favoráveis à leitura;
  • Conhecer usos e funções sociais da escrita;
  • Compreender o princípio alfabético do sistema da escrita;
  • Ler, escrever palavras e sentenças.

2° ano

Língua Portuguesa:

  • Ler e compreender pequenos textos;
  • Produzir pequenos textos escritos;
  • Fazer uso da leitura e escrita nas práticas sociais.

3° ano

Língua Portuguesa:

 

  • Ler e compreender textos mais extensos;
  • Localizar informações no texto;
  • Ler oralmente com fluência e expressividade;
  • Produzir frases e pequenos textos com correção ortográfica.

OBS: Ao final do Ciclo de Alfabetização, todos os alunos devem ter consolidado as capacidades referentes à leitura e à escrita necessárias para expressar-se, comunicar-se e participar das praticas sociais letradas e ter desenvolvido o gosto e apreço pela leitura.

1° Ano/2° Ano/3° Ano

Matemática:

 

  • Ao final do Ciclo de Alfabetização, na área de Matemática, todos os alunos devem compreender e utilizar o sistema de numeração, dominar os fatos fundamentais da adição e subtração, realizar cálculos mentais com números pequenos, dominar conceitos básicos relativos a grandezas e medidas, espaço e forma e resolver operações matemáticas com autonomia.

1° Ano/2° Ano/3° Ano

Ciências, História e Geografia:

 

  • Devem ser ministrados, articulados ao processo de alfabetização e letramento e de iniciação à matemática, crescendo em complexidade ao longo do ciclo.

1° Ano/2° Ano/3° Ano

Arte e recreação:

 

  • Devem oportunizar aos alunos experiências artísticas, culturais e de movimento corporal.

 

1° Ano/2° Ano/3° Ano

Ensino Religioso:

 

  • Deve promover o desenvolvimento da auto estima, inteligência emocional, expressão criativa e habilidade de tomar decisões baseadas em valores éticos e morais.

 

O ciclo complementar (com duração de dois anos de escolaridade) a que terão ingresso os alunos que já adquiriram as habilidades de ler e escrever terá suas atividades pedagógicas organizadas de modo a assegurar que, ao final de cada ano, todos os alunos sejam capazes de:

4° Ano

Língua Portuguesa

 

  • Produzir textos adequados a diferentes objetivos, destinatários e contexto;
  • Utilizar princípios e regras ortográficas e conhecer as exceções;
  • Utilizar as diferentes fontes de leitura para obter informações adequadas a diferentes objetivos e interesses;
  • Selecionar textos literários segundo seus interesses.

 

5° Ano

Língua Portuguesa

 

  • Produzir com autonomia, textos com coerência de idéias, correção ortográfica e gramatical;
  • Ler, compreendendo o conteúdo dos textos,  sejam eles informativos, literários, de comunicação ou outros gêneros.

OBS: Ao final do Ciclo Complementar, todos os alunos deverão ser capazes de ler, compreender, retirar informações contidas no texto e redigir com coerência, coesão, correção ortográfica e gramatical.

4° Ano e 5° Ano

Matemática

 

  • Ao final do Ciclo Complementar, na área de Matemática, todos os alunos devem dominar e compreender o uso do sistema de numeração, os fatos fundamentais da adição, subtração, multiplicação e divisão, realizar cálculos mentais, resolver operações matemáticas mais complexas, ter conhecimentos básicos relativos a grandezas e medidas, espaço e forma e ao tratamento de dados em gráficos e tabelas.

4° Ano e 5° Ano

Ciências, História e Geografia

 

  • Devem ser ministrados articulados ao processo de alfabetização e letramento  , crescendo em complexidade ao longo do ciclo.

4° Ano e 5° Ano

Arte e recreação

 

  • Devem oportunizar aos alunos experiências artísticas, culturais e de movimento corporal.

4° Ano e 5° Ano

Ensino Religioso

 

  • Deve promover o desenvolvimento da auto estima, inteligência emocional, expressão criativa e habilidade de tomar decisões baseadas em valores éticos e morais.

 

2.8 – Estratégias de Trabalho Diferenciado

 

Considerando a diversidade dos alunos e sabendo que as pessoas aprendem de formas e em tempos diferentes, o educador procura sempre organizar seu trabalho de forma variada.

Dentre as estratégias utilizadas pelo professor, podemos citar: os projetos, campanhas educativas, jogos e outros.

             Na organização pedagógica da escola, podemos contar também com os projetos Mobilidade e Apoio Pedagógico que completam nossas estratégias de trabalho possibilitando aos alunos um atendimento mais especifico e individualizado.

 

Projetos de leitura

Visando alcançar a meta de toda criança lendo aos 8 anos,serão desenvolvidos projetos específicos para a leitura em consonância com o Projeto “Minha Cidade Lê” instituído pelo município.

Mobilidade

A mobilidade se faz necessária para atender os alunos que se encontram em diferentes níveis de aprendizagem da leitura e escrita. Sendo feito o reagrupamento desses alunos para traçar metas e estratégias para sanar as suas dificuldades.

A Mobilidade acontecerá em todas as turmas do 1° ao 5° ano, uma vez por semana.

Esta ocorrerá no horário normal de aula, em dias alternados, contemplando alunos dos dois turnos.

As atividades deverão ser diversificadas para que atendam as necessidades do grupo, levando em consideração as capacidades e habilidades referentes a cada ano do ciclo.

A avaliação será feita bimestralmente, sendo os resultados discutidos com a equipe pedagógica. O aluno deverá permanecer no grupo o tempo que for necessário.

Apoio Pedagógico

 

O Apoio Pedagógico acontecerá no ano de 2012 atendendo os dois turnos, contando com dois profissionais específicos para o projeto, sendo um em cada turno. O atendimento aos alunos ocorrerá em contra turno.

Através do apoio pedagógico buscamos suprir as necessidades dos alunos que apresentam defasagens no decorrer do ano letivo. São atendidos os alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.

Os alunos serão selecionados através das observações e/ou diagnósticos realizados pelos professores e avaliados junto com a equipe pedagógica. Após a seleção dos alunos, será realizada uma reunião com os pais para esclarecer os objetivos e a importância do apoio pedagógico bem como o compromisso da família quanto a freqüência do aluno nos atendimentos. Os pais deverão assinar o termo de compromisso que ficará arquivado na escola.

Nos atendimentos deverão ser trabalhadas atividades variadas utilizando também jogos pedagógicos para desenvolver a leitura, a interpretação e a escrita de diversos gêneros textuais, bem como o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático.

A avaliação será feita bimestralmente. Os resultados deverão ser discutidos com a equipe pedagógica e o professor regente. A mesma será passada para os pais nas reuniões bimestrais. O aluno deverá permanecer neste trabalho o tempo que for necessário, podendo ser liberado no transcorrer do ano letivo, uma vez que apresente resultado satisfatório.

Encaminhamento

 

            A escola atende alunos de inclusão nos termos da organização pedagógica e, sempre que necessário, serão encaminhados para atendimentos especializados (AEE, Raio de Sol e CEAE).

 

2.9 – Acompanhamento e Avaliação do Desempenho dos Alunos

 

Entendemos a avaliação como uma atividade contínua que oferece elementos de análise, tanto para o professor quanto para o aluno (auto-avaliação).

Através da avaliação o aluno verifica suas conquistas e dificuldades, criando novas possibilidades para sua aprendizagem. Por outro lado, o professor analisa e reflete sobre o processo de construção do conhecimento do aluno e sobre sua prática docente, a fim de reajustar suas intervenções.

Na Educação Infantil a avaliação não tem como objetivo a seleção, promoção ou classificação. Sendo assim as estratégias utilizadas são: observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano, utilização de múltiplos registros realizados pelas crianças e por adultos (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns e outros).

Ao final de cada bimestre é feita a reunião com os pais da educação infantil, na qual o professor expõe as atividades realizadas durante esse período juntamente com o relatório descritivo do desenvolvimento do aluno.

No ensino fundamental, no início do ano letivo o professor regente faz um trabalho de reconhecimento da turma através de uma avaliação diagnóstica, com o objetivo de conhecer quais as habilidades que os alunos já adquiriram anteriormente. A partir desse resultado o professor juntamente com a equipe pedagógica elabora o plano de trabalho para atingir os objetivos propostos para o ano de escolaridade. No decorrer do ano letivo são utilizados vários procedimentos avaliativos como: produções textuais, trabalhos individuais e em grupos, debates, atividades extra-classe, seminários, participação nos projetos desenvolvidos pela escola, avaliações objetivas e dissertativas, observação diária do professor, entre outros. Aplicaremos uma avaliação sistemática bimestralmente, como um dos instrumentos para preenchimento dos relatórios bimestrais do aluno. Portanto, a avaliação é sistemática, contínua e qualitativa. O resultado é registrado bimestralmente no boletim escolar com os conceitos abaixo e em relatórios descritivos do desenvolvimento do aluno no diário escolar.

A (excelente) alcançou com êxito os objetivos de estudo.

B (bom) alcançou satisfatoriamente os objetivos de estudo.

C (regular) alcançou parcialmente os objetivos de estudo.

Ao final de cada bimestre é realizada reunião de pais para a entrega do boletim escolar com os resultados obtidos e entrega do portifólio com as atividades realizadas durante o bimestre.

A escola  participa dos programas de avaliações externas (SIMAVE/PROALFA, SAEB/PROVA BRASIL).

 

2.10 – Recuperação/Aproveitamento de estudos, classificação e reclassificação

             Os resultados das avaliações especiais de classificação, reclassificação e avanço são registrados em Atas e passam a constar do Histórico Escolar do aluno, por ocasião de sua transferência ou conclusão de curso.

  

Classificação

 

             Posiciona o aluno nos anos correspondentes aos ciclos de formação compatíveis à idade, experiência, nível de conhecimento e avaliação. Só  não  é aplicada no 1º ano de escolaridade do Ensino Fundamental. Como definida no regimento Escolar. A classificação poderá ser por:

I – Progressão continuada: para o aluno que tenha demonstrado desempenho satisfatório no período anterior do ciclo na própria escola.

II – Transferência: para alunos procedentes de outras escolas do país ou exterior.(dando seqüência ao ano de escolaridade apresentado no histórico escolar da escola de origem)

III – Avaliação: Independente de escolarização anterior, a escola definirá o grau de desenvolvimento, experiência do candidato que permita sua inscrição no ano do ciclo de formação.

                                                                                                                                                       

Reclassificação

O posicionamento do aluno no período do Ciclo, diferente daquele em curso ou que o seu Histórico Escolar, quando ocorrer:

I – Aceleração de estudos

Aceleração de estudos é a forma de propiciar a alunos com atraso escolar a oportunidade de atingir o nível de desenvolvimento correspondente a sua idade. Alunos com atraso escolar são os que se encontram com a idade superior ao nível que esteja cursando.

II – Avanço escolar

Oportunidade que é dado ao aluno que apresenta um nível acima de sua idade (portadores de altas habilidades), comprovadas por uma comissão avaliadora indicada pelo diretor da escola ou colegiado da escola.

III – Transferência

Aluno proveniente de escola situada no país ou exterior poderá ser avaliado para posicionamento em série diferente à indicada no histórico escolar da escola de origem, desde que comprovado conhecimentos e habilidades.

IV– Freqüência

Aluno com freqüência inferior a 75% da carga horária mínima exigida e apresentando desempenho satisfatório em todos os conteúdos, ao final do ano letivo, deverá ser submetido a avaliação especial em todos os conteúdos, podendo-se usar o recurso da reclassificação para posicionar o aluno no ciclo seguinte.

Aproveitamento de Estudos

 

Esta Escola pode aproveitar em seus cursos, estudos realizados com êxito pelo aluno, nesta Escola ou em outras instituições. O aproveitamento de estudos é feito: mediante apresentação de documento escolar referente às séries ou períodos concluídos; na ausência de qualquer documento, por deliberação de uma comissão desta Escola, que classifique o candidato no nível correspondente ao seu desempenho, no caso de estudos formais e não formais.

Recuperação

 

Os estudos de recuperação constituem-se em uma estratégia de intervenção deliberada no processo educativo quando as dificuldades são detectadas, constituindo nova oportunidade para que os alunos alcancem os objetivos propostos.

            Para os alunos que apresentaram defasagens no desempenho das capacidades detectadas na Avaliação Censitária e nas avaliações internas, propomos o atendimento da professora de apoio pedagógico, duas vezes por semana no contra turno com atividades diferenciadas e lúdicas. O Professor da turma no qual o aluno está inserido também proporciona atividades diárias diferenciadas buscando o avanço das necessidades específicas do mesmo. Acreditamos ainda que nosso Projeto de Mobilidade da forma como ele acontece é uma importante fonte de auxílio para esses alunos.

Na recuperação são organizadas diferentes estratégias para ampliar as oportunidades de aprendizagem e de avaliação dos alunos, oferecidas no decorrer do ano letivo e após o mesmo através da seguinte forma. Estudos orientados realizados durante o horário de aula pelo professor regente, para os alunos que forem apresentando dificuldades  no decorrer do ano letivo. Estudos orientados presenciais, imediatamente após o encerramento do ano letivo, para os alunos que não apresentaram domínio suficiente das capacidades básicas previstas para o ano de escolaridade. Estudos independentes a serem realizados no período de férias escolares, com avaliação prevista para a semana anterior ao início do ano letivo subseqüente, quando as estratégias realizadas durante o ano não forem suficientes para atender as necessidades mínimas de aprendizagem do aluno.

Os estudos orientados devem preferencialmente, ser assumidos pelo professor da turma, por meio de procedimentos pedagógicos variados, incluindo a possibilidade de se recorrer ao apoio de monitorias e parcerias mobilizadas pela escola.

Cabe à direção da escola, apoiada pelos especialistas de educação, indicar, para cada componente curricular, os professores responsáveis pelo acompanhamento e avaliação dos alunos beneficiados pelas estratégias de estudos orientados presenciais e estudos independentes.

Os instrumentos de avaliação a serem utilizados para verificação da aprendizagem do aluno submetido aos estudos independentes devem ser variados, incidir sobre os conceitos e habilidades fundamentais dos componentes curriculares e serem definidos pela equipe pedagógica da escola.

Constatada a recuperação do aluno, deverá ocorrer a revisão dos resultados anteriormente lançados nos registros escolares.

2.11 – Estágio Curricular

Com base na Lei nº 11.788 de 25/09/2008  o estágio é um ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.

O estágio, como ato educativo escolar supervisionado, deverá ter acompanhamento efetivo pelo professor orientador da instituição de ensino e por supervisor da parte concedente, sendo este um funcionário indicado do quadro de pessoal, com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e supervisionar até 10 (dez) estagiários simultaneamente.

O acompanhamento deverá ser comprovado através de relatórios que o educando deverá apresentar periodicamente, em prazo não superior a 6 (seis) meses a instituição de ensino.

Ao iniciar o estágio, o estagiário apresentará um termo de compromisso firmado entre a instituição de ensino e a parte concedente.

Quanto a jornada de atividade em estágio será definida de comum acordo entre a instituição de ensino, a parte concedente e o aluno estagiário ou seu representante legal, devendo constar do termo de compromisso ser compatível com as atividades escolares.

O número máximo de estagiários em relação ao quadro de pessoal das entidades concedentes de estágio deverá atender às seguintes proporções:

I- de 1 (um) a 5 (cinco) funcionários: 1 (um) estagiário

II- de 6 (seis) a 10 (dez) funcionários: até 2 (dois) estagiários

III- de 11 (onze) a 25 (vinte e cinco) funcionários: até 5 (cinco) estagiários

IV- acima de 25 (vinte e cinco) funcionários: até 20% (vinte por cento) de estagiários.

A Unidade Escolar deverá avaliar trimestralmente ou semestralmente o estagiário e informar a SEMED quando do encerramento do estágio.

3 – Articulação e Aperfeiçoamento

 

3.1 – Formação Continuada

A escola conta com profissionais habilitados de acordo com exigência da LDB e tem como meta investir na capacitação e atualização permanente de seus educadores, bem como dos demais profissionais da instituição.

Fazem parte da formação contínua dos profissionais da escola:

Planejamento e estudo coletivo – Formação contínua

 

Acontece dentro e fora do horário de trabalho, sendo dentro do horário de trabalho de acordo com o calendário escolar e fora do horário de trabalho periodicamente.  É neste momento que os professores e a direção se encontram para avaliar, diagnosticar, fazer intercâmbios de experiências e planejar coletivamente as ações e atividades pedagógicas. Semanalmente teremos uma hora e quarenta minutos distribuídos em planejamento e estudos.

Cursos/ Oficinas Pedagógicas

 

A escola promove cursos e oficinas de capacitação para o corpo docente.

Para este ano de 2012 a escola se propõe a oferecer cursos para subsidiar os projetos vigentes mediante demanda apresentada pela comunidade escolar.

Na medida do possível a direção da escola vem adquirindo livros, mapas e outros materiais para possibilitar aos profissionais atualizações de estudos e pesquisas.

A escola liberará os profissionais para os cursos oferecidos pela Secretaria de Educação – CRPE que vierem de encontro as necessidades de seus profissionais.  Para que esta prática seja possível, contamos com a professora eventual para substituir o professor regente nos dias de curso.

Reuniões Pedagógicas

Em datas estabelecidas no Calendário Escolar, a escola realiza reuniões de cunho pedagógico entre a direção e o corpo docente.

3.2  - Articulação com a Comunidade/Parceria

 

              A escola acredita que os eventos e as parcerias realizadas apresentam  influência  direta na aprendizagem, pois além de promover uma maior interação, também arrecadamos recursos financeiros que são revertidos em melhorias. No processo de estreitamento de laços entre escola e comunidade, as atividades de animação cultural passam a ter especial importância. Assim a articulação com a comunidade além de contribuírem para a aprendizagem global dos alunos e pela valorização do trabalho criativo no espaço escolar, as atividades culturais possibilitam um reencontro com o próprio prazer de aprender.  Eventos que serão realizados em 2012:

  • Festa      Junina
  • Festa da      família
  • Mostra      cultural
  • Palestras
  • Recital de      Natal
  • Projeto      Minha Cidade Lê
  • PROERD
  • Patrulha      escolar

3.3  - Entrosamento com as famílias

 

O atendimento aos pais é organizado da seguinte forma:

  • No início  do ano é realizado uma reunião geral para a apresentação dos funcionários,      da proposta pedagógica e das diretrizes da escola.
  • São feitas  reuniões bimestrais para entrega de boletins e desenvolvimento dos alunos.
  • Diante das necessidades apresentadas pelos alunos, os pais são convocados para reunião individual com o professor e a equipe pedagógica para esclarecimentos e possíveis encaminhamentos para atendimentos especializados.
  • Os pais são convidados a participarem de palestras educativas, festas comemorativas e de eventos promovidos pela escola.

Acreditamos que a Educação não pode mais ser dissociada das relações com a família, mesmo sabendo do afastamento das mesmas em atividades escolares. Afinal, a parceria estabelecida entre família e escola é fundamental para o sucesso escolar do aluno.

3.4  – Alimentação Escolar

A Alimentação Escolar é fornecida pelo Governo Federal, complementada pela Prefeitura Municipal através da Secretaria Municipal de Educação, que mantém uma equipe específica para gerenciar a mesma, composta por técnicos e nutricionistas, que tem como finalidade a elaboração de cardápios balanceados, orientação e acompanhamento escolar em parceria com a direção das escolas.

A escola segue as orientações repassadas, buscando oferecer uma alimentação de qualidade para todos os alunos, conforme legislação do FNDE.

Além disso, é de responsabilidade da escola a educação alimentar e nutricional no processo de ensino-aprendizagem, permeando o currículo escolar, abordando o tema alimentação, nutrição e desenvolvimento de práticas saudáveis de vida na perspectiva da segurança alimentar e nutricional.

(Lei 11947 de 16/06/09 – Resolução nº 38 de 16/07/09)

 3.5 – Código de Convivência

 

Normas Disciplinares para o Corpo Discente

 

A -  Horário de Entrada e Saída

A- Turno matutino: entrada às 07 horas e saída às 11horas e 30 minutos;

B- Turno vespertino: entrada às 12 horas e 30 minutos e saída às 17 horas.

Obs: A escola orienta os pais para que não atrasem no início e no final das aulas, pois, os atrasos causam insegurança aos alunos.

B – Frequência

A Lei número 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) exige para fins de aprovação, uma freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) das horas letivas anuais.

A escola procura resgatar o aluno faltoso através de ligações para casa, com idas de funcionários na casa do mesmo e quando estes dois recursos não dão resultado, enviamos carta ao Conselho Tutelar para que tome posicionamentos legais.

C – Material Escolar

A escola fornecerá na última reunião de pais uma lista de materiais necessários, no qual os pais deverão providenciar para o início do próximo ano letivo. O aluno deverá trazer copo, toalhinha e guardanapo pois, os mesmos são de uso individual.

D – Uniforme Escolar

O aluno deverá vir uniformizado todos os dias.

E – Comemoração de Aniversários

A criança poderá comemorar seu aniversário na escola. A festa deverá ser previamente comunicada ao professor e à direção.

De acordo com orientação do FNDE e setor de alimentação da Semed, está proibido o uso de balas, doces e refrigerantes dentro da escola, e a festa de aniversário deverá estar em consonância com esta orientação.

F – Brinquedos

Os alunos não deverão trazer brinquedos ou objetos de valor para a escola, uma vez que a mesma não se responsabilizará por seu extravio.

As crianças da Educação Infantil e do 1º ano terão semanalmente o dia específico para trazerem brinquedos, dia este que será comunicado pela professora na primeira reunião de pais.

Normas Disciplinares para o Corpo Docente e demais Funcionários

  • ser pontual e assíduo;
  • preservar a limpeza e organização dos ambientes da escola;
  • garantir a integridade e a qualidade das aulas, sendo fiel à proposta pedagógica, valorizando o material didático, usando recursos diversificados;
  • buscar apoio sempre que necessário;
  • comprometer-se com prazos e datas estabelecidos para entrega de documentos, avaliações, etc;
  • ser respeitoso em relação a todos da comunidade escolar, evitando apelidos, rótulos, descontroles emocionais frente à turma;
  • elaborar com seus alunos as normas de convivência e ajudá-lo, fazendo o mesmo;
  • fazer a chamada diariamente, investigando as causas das ausências. Fazer com que o aluno ausente saiba que sua falta foi observada e manifestar solidariedade com o aluno doente;
  • estar em contato com os seus alunos fora da sala , pois isto propicia a observação de comportamentos importantes para o processo de aprendizagem;
  • sempre que possível, aplicar os instrumentos de avaliação, com conhecimento dos critérios estabelecidos para cada um na elaboração e correção, lembrando que as avaliações deverão ser instrumentos que levem o seu aluno a pensar  e encontrar estratégias  eficientes para a resolução das atividades;
  • criar estratégias que assegurem o cumprimento das tarefas de casa, desenvolvendo o hábito de estudo e leitura nos alunos.

3.6 -  Avaliação de Desempenho dos Profissionais

Acontece de acordo com o Estatuto dos Servidores Municipais. Tal avaliação nos é enviada pela Prefeitura do nosso município.

Avaliação Interna: sempre que necessário os funcionários são chamados para se auto-avaliarem e serem avaliados. Os resultados das avaliações são registrados em ata.

3.7 – Avaliação Institucional

 

Avaliação das reuniões e do semestre: todas as reuniões pedagógicas e dias escolares são avaliadas ao final de cada reunião. Também avaliamos semestralmente todos os segmentos da escola. Essas duas avaliações são feitas por escrito e arquivadas na escola.

 

                                                       

Divinópolis, 31 de janeiro de 2012.

____________________________________

Meire Terezinha Borges

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